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01 de Agosto de 2010
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AntónioJosédeAlmeida.JPGNascido em 17 de Julho de 1866, em Vale da Vinha, concelho de Penacova, António José de Almeida foi baptizado na Igreja Paroquial de Farinha Podre, hoje São Pedro de Alva, em 03 de Setembro de 1866, tendo, na mesma localidade frequentado o ensino primário. Em 1880, com 14 anos, matricula-se no Liceu Central de Coimbra e, em 1889-1890, inscreve-se no curso de Medicina, que completa em seis anos.

Desde jovem ligado ao ideário da República, escreve, durante o seu período de estudante, vários panfletos marcadamente opositores à Monarquia e ao conservadorismo vigente na sociedade e, nomeadamente, na Faculdade que frequenta. Do seu período de estudante destaca-se a sua condenação em 25 de Junho de 1890, por ter escrito o artigo "Bragança,O Último" no folheto "Ultimatum"; o seu envolvimento na revolta de 31 de Janeiro de 1891, no Porto; o discurso proferido por ocasião da morte de José Falcão, no dia 14 de Janeiro de 1893, o primeiro de uma carreira de eloquente orador; a fundação, em 1984, o jornal "O Raio".

Em 30 de Julho de 1895 forma-se em Medicina com a classificação de distinto, partindo para Angola em 1896 e, depois, para São Tomé, onde exercerá a profissão de Médico. Regressa a Lisboa m 22 de Julho de 1903 e, nesse ano, viaja para França, estagiando em clínicas de Paris. Mesmo à distância, colabora com o jornal "O Mundo", onde explana o programa do Partido Republicano Português.

De regresso a Portugal, interrompe a carreira de médico, optando pela vida política. Entre 1906 e 1910 profere inflamados discursos na Câmara dos Deputados e, em 28 de Janeiro de 1908, após uma tentativa de Revolução, é novamente preso. Em 1910, após a Implantação da República, é nomeado Ministro do Interior do Governo Provisório da República, cargo que exercerá até 1911. Deste período datam as suas iniciativas de reorganização do ensino médico, a reforma da instrução primária e a reforma universitária, com a criação da Universidade do Porto.

Em 14 de Dezembro de 1910 casa com Maria Joana Queiroga, de quem terá uma filha, Maria Teresa.

Funda e dirige o jornal República em Janeiro de 1911 e, entre 1912 e 1919 lidera o Partido Evolucionista. Entre 1916 - 1917 exerce o cargo de Ministro das Colónias. Na sessão do Congresso de 06 de Agosto de 1919 foi eleito Presidente da República.

Destacam-se durante a sua presidência a visita dos Reis da Bélgica e do Príncipe do Mónaco; a travessia do Atlântico por Gago Coutinho e Sacadura Cabral; a trasladação dos restos mortais dos soldados portugueses mortos em França e na Flandres; a revolta de 21 de Maio de 1921 e os graves incidentes de 19 de Outubro do mesmo ano; e a viagem triunfal que o levou ao Brasil por ocasião das comemorações do 1º Centenário da Independência daquela ex-colónia.

Após ter sido substituído no cargo por Manuel Teixeira Gomes, em 05 de Outubro de 1923, continuou a colaborar com o jornal "República". Sofrendo de gota, passaria os últimos anos de vida numa cadeira de rodas, falecendo em 31 de Outubro de 1929, não chegando a tomar posse como Grão-Mestre da Maçonaria, cargo para que havia sido eleito.

Em sua homenagem, a Assembleia Municipal de Penacova votou, por unanimidade, em 28 de Maio de 1976, marcar como feriado municipal o dia 17 de Julho, data do seu nascimento e, em sua memória, foi erigido, em Penacova, um busto da autoria do escultor conimbricense Cabral Antunes, inaugurado em 05 de Outubro de 1976. A sua homenagem faz-se, também, em São Pedro de Alva, onde, em 05 de Outubro de 1997, foi inaugurada uma estátua sua de corpo inteiro e em Vale da Vinha, na rua e largo baptizados com o seu nome, onde fica localizada a casa que o viu nascer e que ainda hoje mantém, à soleira da porta, um painel de azulejos com uma quadra, oferecido por Maria Adelaide Bastos Leal: "Na sua aldeia há uma fonte / Que bem canta o seu destino / Inda na terra há pegadas / Dos seus passos de menino."

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Vitorino Nemésio.JPGVitorino Nemésio nasceu na Praia da Vitória, Ilha Terceira, em 1901, tendo frequentado o Liceu de Angra do Heroísmo e o Liceu Nacional da Horta, cujo Curso Geral concluiu em 1918. Apesar de muito jovem, Nemésio chega à Horta já imbuído dos ideais republicanos, pois já em Angra do Heroísmo havia participado em reuniões literárias, republicanas e anarco-sindicalistas.

Em 1919 inicia o serviço militar, como voluntário, o que lhe proporcionou a primeira viagem para fora dos Açores. Concluiu o liceu em Coimbra (1921), inscrevendo-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Em 1924 transfere-se para o Curso de Ciências Histórico Filosóficas, da Faculdade de Letras da mesma Universidade e, em 1925, matricula-se no curso de Filologia Românica.

A 12 de Fevereiro de 1926 casa, em Coimbra, com Gabriela Monjardino de Azevedo Gomes, de quem teve quatro filhos.

Em 1930 transfere-se para a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa onde haveria de concluir o curso de Filologia Românica, começando, de imediato, a leccionar literatura italiana e, mais tarde, literatura espanhola.

Doutorou-se em Letras, no ano de 1934, pela Universidade de Lisboa com a tese A Mocidade de Herculano até à Volta do Exílio e,entre 1937 e 1939, lecciona na Universidade Livre de Bruxelas. Mais tarde, em 1958, leccionará no Brasil. Em 12 de Setembro de 1971 profere a sua última lição na Faculdade de Letras de Lisboa, onde ensinara durante quase quarenta anos.

Foi autor e apresentador do programa televisivo Se Bem Me Lembro, dirigiu o Jornal O Dia, colaborou em várias revistas e jornais (Seara Nova, Presença, O Diabo e Diário Popular) e produziu uma excelentíssima obra literária nos campos da poesia, ficção, crónica, ensaio e crítica, de que se destaca a obra Mau Tempo no Canal, galardoada com o Prémio Ricardo Malheiros. Em 1965 recebeu o Prémio Nacional da Literatura e, em 1974, o Prémio Montaigne.

Faleceu a 20 de Fevereiro de 1978, em Lisboa, tendo sido sepultado, a seu pedido, em Coimbra.

O "incansável moleiro das palavras" no dizer de David Mourão Ferreira descreveu Penacova de forma ímpar: "Penacova é luz e penedia, com o que quer que seja de pirenaico, trazido às proporções da ternura e rusticidade portuguesa"; ou, "É preciso chegar às abertas e miradouros para achar a razão de ser da fama de Penacova que é o seu admirável panoramo de água, pinho e penedia."

As referências ao concelho de Penacova encontram-se bem presentes na obra de Nemésio: nas Viagens ao Pé da Porta, no Gustavo no Buçaco, em O Cavalo e a Serra e em O Velho Domingos, não faz apenas alusão aos moinhos, mas também à localidade do Roxo.

Eternamente ligado ao Concelho de Penacova, cujo património lhe serviu muitas vezes de inspiração, Nemésio, que foi Presidente da Associação Portuguesa dos Amigos dos Moinhos, era aqui proprietário de três moinhos e de uma mata. Um dos seus moinhos, localizado no Lugar da Portela de Oliveira, foi, em 15 de Junho de 1980, doado à autarquia pelos seus herdeiros, na presença de importantes vultos da literatura portuguesa contemporânea como David Mourão Ferreira e Natália Correia que ali recitou poemas de Nemésio.

Em sua homenagem a Câmara Municipal de Penacova criou, na Portela de Oliveira, o Museu do Moinho Vitorino Nemésio, um espaço destinado a preservar a história dos moinhos de vento e água e a memória dos seus moleiros.

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santas rainhas.JPG

Teresa, a Inquebrantável (1178 - 1250):Filha legítima de D. Sancho I e D. Dulce, foi esposa de Afonso IX de Leão, de quem teve três filhos. Declarada nula a união - os noivos eram primos - regressou a Coimbra onde recebeu por doação de seu pai, o Mosteiro de Lorvão, que haveria de reformar, em 1206, para a Ordem de Cister. Sob o hábito cisterciense e, apesar de Senhora do Castelo de Montemor-o-Velho, do termo da vila e de todos os seus rendimentos, haveria de viver em Lorvão até à sua morte, em 18 de Junho de 1250.

Sancha, a Silenciosa (1180 - 1229):Irmã de Teresa, desde cedo se revelou muito devotada a Deus. Em Alenquer, que lhe havia sido doada por D. Sancho I, encontrou um conjunto de "enceladas" ou "emparedadas" - conjunto de mulheres piedosas que viviam isoladas em celas e pequenas ermidas - que tomou por sua conta. Feito o voto de castidade e tomado o hábito de Cister, Sancha haveria de viver em Lorvão, até que as primeiras "enceladas" e monjas de Lorvão se transferissem, em 1219, para o Mosteiro de Santa Maria de Celas que havia fundado na sua Quinta de Vimarães, junto a Coimbra. Na Clausura de Celas haveria de viver até ao dia 13 de Março de 1229, sendo trasladada para o Mosteiro de Lorvão.


 

Mafalda, a Vencedora (1208 - 1256): Esposa de D. Henrique I de Castela, veria, à semelhança do que já havia acontecido com Teresa, sua irmã, o seu matrimónio ser anulado, pois também ela era prima do seu consorte. Regressada a Portugal em 1220, procurou refúgio em Lorvão e, foi certamente aí que preparou a introdução da Regra de Cister no beneditino Mosteiro de Arouca que lhe havia sido doado por Afonso II, seu irmão. Viveu em Arouca até à sua morte em 1 de Maio de 1256, encontrando-se aí sepultada.

No Mosteiro de Lorvão encontramos, hoje, elementos que atestam historicamente a presença das três Santas Rainhas e, particularmente de D. Teresa e de D. Sancha. Destacam-se, uma pintura do séc. XVIII, autor anónimo, representando as três Santas Rainhas em hábito religioso; as esculturas em pedra, datadas, provavelmente, de finais do séc. XVI, presentes na portaria do Mosteiro, representando Santa Teresa e Santa Sancha; ostúmulos de prata das Infantas Santa Teresa e Santa Sancha, da autoria do ourives portuense Manuel Carneiro da Silva, datados de 1715; e, no claustro, as arcas tumulares de ambas esculpidas em pedra da região de Coimbra.

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ManuelEmídiodaSilva.JPGLigado à construção do caminho-de-ferro na Beira Alta, Manuel Emídio da Silva era engenheiro e professor no Liceu da Guarda, cidade onde seria correspondente entre 1887 e 1888 do Diário de Notícias. Já a viver em Lisboa, manteria uma coluna, no referido jornal, até 1936. No espaço que intitularia de "Coisas e Loiças" escrevia regularmente sobre a implantação do Turismo em Portugal. Das palavras que escreveu, da sua ligação à Sociedade de Propaganda de Portugal, fundada em 1908, bem como do conjunto de descrições geográficas constantes dos livros "Quatro Dias na Serra da Estrela", de Sousa Martins, "Guia do Viajante do Buçaco", de Augusto Simões de Castro, "Guia de Portugal", coordenado por Raúl Proença ou "Jornadas em Portugal", de Antero de Figueiredo, nasce a sua ligação a Penacova, local onde, por sua iniciativa, seria inaugurado em 31 de Maio de 1908, o Mirante Emídio da Silva.

Da autoria de Nicolau Bigaglia, prestigiado arquitecto veneziano que se fixa em Portugal a partir da década de 1880, o Mirante assemelha-se a um pagode oriental construído na proa mais avançada da escarpa. Vitorino Nemésio escrevia que dali parecia estar "a ver a catedral do púlpito" e, de facto, dali, junto do que outrora foi o Castelo e a Capela de Nossa Senhora da Guia, e sob as colunas de pedra originárias do Mosteiro de Lorvão, a paisagem avassala-nos, de tão magnífica.

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Raúl Lino.JPGRaúl Lino nasceu em 21 de Novembro de 1879 tendo, com 10 anos partido para Inglaterra a fim de estudar num colégio interno (Windsor), com treze anos parte para a Alemanha a fim de aprender um novo idioma e estudar arquitectura em Hannover. Frequentou a "Handwerker und Kunstgewerbeschule", tendo colaborado no atelier do arquitecto alemão Karl Albrecht Haupt.

Regressa a Portugal em 1897, com dezoito anos, e começa a trabalhar sozinho, projectando mais de 700 obras. Figura polémica pela sua postura romântica na procura de uma arquitectura tipicamente portuguesa, Raúl Lino faz um percurso raro no panorama arquitectónico português, destacando-se, da sua vasta obra a Casa dos Patudos, a Casa do Cipreste, o cinema Tivoli, o Pavilhão do Brasil na Exposição do Mundo Português, o conjunto de residências de Cascais e Monte Estoril, assim como o projecto do Jardim-Escola João de Deus.

A par da sua carreira de arquitecto produz obra teórica que publica, escreve artigos, dá conferências e faz incursões nas mais variadas artes: do cenário à pintura, têxteis, cerâmica, mobiliário, azulejaria, vitral, etc.

Movendo-se no meio cultural e artístico, Raúl Lino, que faleceu em 13 de Julho de 1974, deixou, também, a marca da sua arquitectura em Penacova. No centro da Vila, junto ao edifício da Câmara Municipal, traçou a Pérgola Raúl Lino. Mandada construir pela Sociedade Propaganda de Portugal, foi oferecida ao Povo de Penacova em 1918 e, desde então,  todos quantos a visitam, desfrutam de uma agradável varanda coberta por velhas cepas de glicínias que permite avistar o rio, para jusante, até à curva da Rebordosa.

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António Marques.JPGAntónio Marques nasceu a 25 de Outubro de 1963 em Aveleira, Freguesia de Lorvão, Penacova. O atleta da Associação de Paralesia Cerebral, Núcleo Regional de Coimbra - APCC, participa em competições internacionais de Boccia desde 1986.

Detentor de um palmarés notável na modalidade (individual e equipa), António Marques sagrou-se vice-campeão na modalidade nos Jogos Paraolímpicos de Pequim 2008, título individual que acrescentou aos muitos já conquistados, nomeadamente, por equipa: Ouro nos Jogos Paraolímpicos de Atenas (2004); Prata nos Jogos Paraolímpicos de Atlanta (1996), Pequim (2008) e no Campeonato do Mundo (Brasil - 2006); Bronze nos Jogos Paraolímpicos de Sidney (2000) e no Canadá Boccia (2007).

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AnicetoSimões.JPGAniceto Simões, atleta penacovense, contemporâneo de Carlos Lopes e Fernando Mamede, fez parte das equipas do Sporting Clube de Portugal que se sagraram campeãs europeias de corta-mato (1977, 1979 e 1981).

Foi quinze vezes internacional em pista, estando presente nos Jogos Olímpicos de Montreal, em 1976, corrida em que se classificou em 8º lugar, em dois Campeonatos da Europa e em sete Mundiais de Corta-Mato (entre 1973 e 1981). Foi oito vezes campeão de Portugal, em 5.000 m, 10.000 m, 3.000 m obstáculos e corta-mato.

A Câmara Municipal de Penacova prestou-lhe homenagem baptizando com o seu nome o Pavilhão Multidesportivo Municipal de Penacova - Aniceto Simões, inaugurado em Julho de 1997.

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EugénioMoreira.JPG

Eugénio Moreira
, que viveu entre 1871 e 1913, foi um dos maiores expoentes da pintura paisagística portuguesa.

Foi em Penacova que, Eugénio Moreira, encontrou o cenário perfeito para dois dos seus mais célebres quadros: A Ferreirinha e O Vale de Penacova, patente no Museu Nacional de Soares dos Reis, no Porto.

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MarquesdePombal.JPGSebastião José de Carvalho e Melo, Conde de Oeiras, 1º Marquês de Pombal, nasceu a 13 de Maio de 1699 vindo a falecer em Pombal a 08 de Maio de 1782. Célebre Ministro de D. José I foi, seguramente, o mais notável estadista do seu tempo. Destacou-se pelas reformas notáveis que empreendeu: protegeu a indústria, favoreceu a agricultura, desenvolveu o comércio, reorganizou o exército e impulsionou a marinha, reformou a Universidade, fundou a instrução primária e desenvolveu a instrução secundária.

Descendente dos Morgados de Carvalho, a história genealógica do Marquês de Pombal inicia-se na antiga Vila de Carvalho, Penacova, cujo Morgado havia sido instituído por Domingos Feirol e por sua esposa, D. Belida, em 1178. Sucedeu-lhe, seu filho, Bartolomeu Domingues que lhe anexou o Padroado da Igreja de Carvalho que, o Bispo de Coimbra, D. Bermudo, dera a seu pai. Em 1203 ampliou o Morgado, deixando a eleição do administrador, entre os seus parentes mais capazes, ao alcaide e alvazis de Coimbra. No Solar dos Carvalhos podemos, ainda hoje, observar o escudo de armas da família que originou, ao longo da história portuguesa, bravos homens de armas, como Álvaro de Carvalho, Capitão de Alcácer Seguer, Álvaro Pires de Carvalho, Capitão-Mor de Mazagão, Bernardim de Carvalho, Capitão em Tânger e Diu, ou Ruy de Souza de Carvalho, Capitão de Tânger. Nas proximidades do Solar, o Pelourinho de Carvalho, atesta a importância da antiga Vila, datando do séc. XVI, é contemporâneo da atribuição de Foral a Carvalho em 1514.

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Wellington.JPGArthur Wellesley, Duque de Wellington foi um célebre general e político inglês com um papel determinante na Guerra Peninsular. Nasceu em Dublin a 30 de Abril de 1764 e viria a falecer em Walmer Castle a 14 de Setembro de 1852.

Em 01 de Agosto de 1808, o exército britânico por si comandado desembarcou em Lavos (Figueira da Foz) e, ao longo das duas primeiras invasões, desempenhou uma acção decisiva para a vitória das tropas anglo-lusas. Na Primavera de 1810, Napoleão ordena nova invasão, a terceira, que se inicia por Almeida. André Massena, avança com os seus 65 000 homens até ao Bussaco, em cujas proximidades se encontrava o exército anglo-luso.

A 20 de Setembro, Wellesley envia, a partir do Mosteiro de Lorvão, onde havia passado a noite, diversas missivas. No dia 21, as forças do General Hill atingem o Rio Alva, tendo sido chamadas, juntamente com a divisão portuguesa do General Leith para o Bussaco. As forças anglo-lusas ocuparam a Serra do Buçaco da seguinte forma: em Nossa Senhora do Mont'alto encontravam-se cinco companhias da Leal Legião Lusitana; o corpo do General Hill, compreendido por uma divisão inglesa e uma divisão portuguesa, ocupava todo o Alto da Chã, compreendido entre as estrades Gondelim - Casal e Gondelim - Palmazes, passando, esta última na Portela de Oliveira; a divisão de Leith estava dividida em duas facções: ala direita junto à Portela de Oliveira, sobre o caminho que liga Alcordal a Midões e, a ala esquerda, mais afastada, nas proximidades de Santo António do Cântaro. A sul da povoação de Cerquedo, colocavam-se a divisão Picton e a divisão Spencer. Foi à sua direita que Wellington se instalou, no dia 27 de Setembro, durante a Batalha do Bussaco, que as tropas anglo-lusas viriam a vencer exemplarmente.

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CasadeCadaval.JPGOs Condes de Odemira, Senhores de Penacova e, a partir de 1648, Duques de Cadaval possuíam na Igreja Matriz de Penacova, a Capela Privativa de Nossa Senhora da Graça e, na Vila de Penacova, localizar-se-ia, o seu Paço, hoje inexistente.

A Igreja Matriz de Penacova, dedicada a Nossa Senhora da Assunção, foi alvo de profunda reforma arquitectónica no séc. XVI, e possui, no seu interior, vários elementos de relevo histórico de que se destacam o retábulo da Capela de Nossa Senhora da Piedade, com escultura em pedra datada do séc. XV, de fabrico coimbrão e várias capelas e retábulos colaterais ao estilo do maneirismo coimbrão. Na sacristia, é visível uma lápide romana do séc. I que atesta o povoamento e romanização da vila, bem como vestígios de retábulos renascentistas constituídos por três baixos-relevos incrustados, datados de 1560, de influência da oficina de João de Ruão.

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