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01 de Agosto de 2010
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MOINHOS DE VENTO & AZENHAS

A localização geográfica, a altitude e a existência de zonas ventosas propiciaram que os habitantes do concelho de Penacova, com uma economia essencialmente agrícola, que privilegiava o cultivo da vinha, da oliveira e de cereais, aproveitassem a força da natureza, construindo engenhos - os Moinhos que, movidos pelo vento (Moinhos de Vento) ou pela força da água (Azenhas) transformavam os cereais em farinha.

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O Concelho de Penacova possui actualmente um dos maiores núcleos molinológicos do país, encontrando-se espalhados pelos Lugares da Atalhada, Aveleira e Roxo, Gavinhos, Paradela de Lorvão e Portela da Oliveira, 19 moinhos de vento em actividade ou em condições de funcionar, bem como 18 azenhas instaladas nos cursos do Mondego e do Alva e nas muitas ribeiras que correm no concelho.

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Se, no passado, estes engenhos constituíram uma fonte de rendimentos e uma forma de subsistência, hoje são uma mais-valia patrimonial que surpreende quem nos visita.

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MIRADOUROS

Em termos paisagísticos, Penacova está inserida numa área de rara beleza, com montanhas de média altitude, grande biodiversidade, vales correspondentes aos rios Mondego e Alva, proporcionando um panorama deslumbrante ao longo do Vale do Mondego, desde o Porto da Raiva até à Foz do Caneiro.

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Junto ao antigo Hospital, hoje Hotel, ergue-se o Mirante Emydgio da Silva ou Emídio da Silva, construído no início do séc. XX, por iniciativa do político do mesmo nome. O projecto, da autoria do italiano Nicolau Bigaglia, utilizou, na sua construção, colunas de pedra trazidas do Mosteiro de Lorvão. Inaugurado a 31 de Maio de 1908, permite desfrutar uma paisagem magnífica sobre o Mondego.

Pérgola paint 1.JPG

No centro da Vila, junto ao edifício da Câmara Municipal, a Pérgola Raúl Lino foi traçada pelo arquitecto que lhe deu nome. Mandada construir pela Sociedade Propaganda de Portugal, foi oferecida ao Povo de Penacova em 1918 e, desde então,  todos quantos a visitam, desfrutam de uma agradável varanda coberta por velhas cepas de glicínias que permite avistar o rio, para jusante, até à curva da Rebordosa.

Localizado na parte alta da vila, do lado oeste, o Penedo de Castro,surpreende pela imponência da parede granítica propícia à prática de escalada e rappel e pelas vistas magníficas sobre o Vale do Mondego.

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FORNOS DE CAL

A história da produção de cal no concelho de Penacova remontará ao séc. XVIII, período em que se terá dado a construção do forno do Pisão, nas proximidades de Lorvão, visando suprir as necessidades do Mosteiro. Nas fontes escritas, os fornos de cal de Penacova começam a ser referidos a partir de 1860, indiciando a expansão da produção de cal, para além da zona de influência do Mosteiro. A cal estaria presente em representação do concelho, na Exposição Distrital de Coimbra de 1869 e no IV Congresso Beirão realizado em 1929.

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Ainda que possuindo diferentes estados de conservação é possível, hoje, detectar no concelho de Penacova 23 fornos de cal, distribuídos por Casal de Santo Amaro (10), Ferradosa (6), Arroeiras-Riba de Cima (2), Lorvão (1), Carregal-Friúmes (1) e Galiana (1). Num dos núcleos do Casal de Santo Amaro, localidade que, ao longo dos tempos, concentrou o maior número de fabricantes de "cal parda", é possível visitar um dos fornos e áreas envolventes, espaço reabilitado pelo Centro Recreativo com apoio do Município.

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ESPAÇOS FLUVIAIS DE LAZER

Junto aos Rios Alva e Mondego, a diversidade paisagística, proporciona aos visitantes vistas panorâmicas e espaços de lazer de beleza única.

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Ao longo do Rio Alva, espaços de beleza particular, surpreendem quem pretende um contacto mais próximo com a limpidez das águas e o verde da paisagem. Os espaços de lazer da Lapa, Vimieiro, Cornicovo, Maria "Delegada" e Vale da Chã permitem desfrutar a Natureza e, simultaneamente, descobrir pequenos açudes, levadas, Rodas e Azenhas. Todos os espaços possuem parque de merendas e, no caso dos espaços de lazer do Vimieiro e de Vale da Chã, existem Restaurante e Bar de apoio, respectivamente.

Junto a Penacova, na margem esquerda do Rio Mondego, o espaço de lazer do Reconquinho, dispõe de apoios de praia, bar e de um espaço único para desfrutar as águas do Rio Mondego. A jusante da Vila, na margem direita do rio, junto à localidade de Rebordosa, o Porto do Barco possui igualmente infra-estruturas de apoio à prática balnear.

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Outros espaços, ao longo de ambos os rios, encontram-se relativamente inexplorados. Descobri-los será certamente uma aventura.

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PORTO DA RAIVA

O Mondego foi, durante séculos, a única e principal via de comunicação entre as populações do interior e do litoral. A inexistência de caminhos-de-ferro, estradas, transportes internos e a rapidez e baixo custo do transporte fluvial transformaram o Mondego, da nascente até à foz, no responsável pela subsistência e economia das populações por ele banhadas, transportando de Penacova embarcações carregadas de madeira, lenha, carqueja e carvão, com destino a Coimbra e Figueira da Foz e, trazendo, no regresso, sal, pescado, milho, pipas de vinho e outras mercearias.

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A Barca Serrana assumia, neste contexto, um papel de destaque, encontrando-se no centro das mais importantes actividades económicas e comerciais da bacia do Mondego. E, o Porto da Raiva que, em meados do séc. XIX, era considerado o porto mais importante de todo o curso navegável do Mondego, desempenharia até à primeira metade do séc. XX o papel de grande entreposto comercial, ligando o litoral com a região beirã.

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LIVRARIA DO MONDEGO

Junto a Penacova, e depois de ter recebido o Alva, afluente da margem esquerda, o Mondego estrangula-se cada vez mais ao atravessar o contraforte de Entre-Penedos. Aqui, encontram-se «altas assentadas de quartzíticos silúricos, muito fracturados» que, dispostos quase verticalmente, como livros inclinados numa estante, deram origem à conhecida Livraria do Mondego.

------------------------------------------------------------------------------------ÁRVORES DE INTERESSE PÚBLICOAs Árvores de Interesse Público são espécies que, pelo seu porte, desenho, idade e raridade se distinguem dos outros exemplares. A classificação de "interesse público" atribui ao arvoredo um estatuto similar ao do património construído classificado. Desta forma, as árvores e os maciços arbóreos classificados de interesse público constituem um património de elevadíssimo valor ecológico, paisagístico, cultural e histórico, em grande medida desconhecida da população portuguesa.

Em Penacova existem quatro espécies que mereceram esta classificação: seis exemplares deEucalyptus Globulus Labillardière (Eucalipto), com 128 anos, localizados nas Ermidas de São Paio de Mondego; uma Sequoia Sempervirens (Don) Endl (Sequoia), com 150 anos, localizada na Quinta de Santo António, em Penacova; duas Wisteria Sinensis (Sims) Sweet (Glicínias n.º 1 e n.º 2), com 89 e 03 anos respectivamente, localizadas no Terreiro de Penacova; e um Eucalyptus Obliqua L'Herit (Eucalipto), com 80 anos, localizado em Albarqueira, Sernelha.